Translate In Blogger

Mostrando postagens com marcador acorda acácia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador acorda acácia. Mostrar todas as postagens

2/20/2015

POÉTICA PERIFÉRICA



Por Eric Costa e Silva


No jardim da saudade está o poeta

Na sua eterna busca pelo novo

A receber a brisa da lagoa no rosto.


As margens dela se tornam mais espessas as luzes

Estas se fundem as margens do seu ser

Dando a ambas uma maior revelação das doutrinas

Sendo todas tomadas pelo ar armado

Das lisonjeiras pétalas de chumbo.


Onde estão as belas inatas palavras

Um dia tomadas do poeta

Dadas a outros mitos

Se não aqui nas paginas amarelas

Desta minha inútil imaginação

Sempre a espera dum novo enredo.


Enredos de pétalas e chumbo

Vidas que se vão aos montes

Sem mesmo dizerem adeus

Ou tocarem a face da alegria.


Pétalas que são mais que flores

Chumbo tal qual o céu de inverno

Chumbo tal qual a ordem das vozes roubadas

A esfriar os cabelos da menina

Ou só um fim de saudades a unir um só desejo.


E cá estão o homem e a poesia

Um a esperar o outro

Com um sorriso mais tenro de fevereiro

Sempre dito aos cantos da paisagem.


Poesia é sempre mais que imagem

O homem não é só esta forma

Nem mesmo apenas semelhança

Eles são em si algo divino

A regar as profundas respostas

De tudo aquilo que um dia


Nos pegamos a perguntar ao vento.


Onde estão as palavras

Os gestos de amor

Onde estão os homens

Das novas margens do rio.


2/19/2015

Senta, Leitor! Abra a mente


Por Eric Costa e Silva

No Horizonte do Tep(l)o das lágrimas
Onde pousam carcarás, acauãs e urutus brancos
A árvore que cresce a cada dia
Pelo poeta oculto foi semeada
E dela se viu grandes frutos.

Com tanto sucesso nos ares frondosos
Dos sabores de mil e um gostos
Lothur com sua águia em escudo de rosas
Mais uma vez lançou mãos de suas trapaças
Buscou nas técnicas de sua arte
A arte de tomar vozes.

Enquanto isso o poeta
Que relutante em todas as cores
Estufou o peito para dizer
O tronco, os frutos e os ramos desta árvore
São Brilhos de minhas fontes.

E as fontes pirilampam no chão gelado
Na cela da polifonia da andorinha viajam
Na mesa do general se põe em planos
Na taça dos loucos a vida se esvai na lousa da parede
Na menina linda do pombal que o traz flores
Na ironia dos pulos behaviorista
Ou mesmo na luz dos decaídos
O pré estabelecido o faz ser esquecido.


Para o poeta ainda basta o amanha
Mesmo não tendo tão pouca idade
Ele espera o avançar do tempo
Que quem sabe deve restaurar a verdade
Um dia posta na prateleira
Vista nas infovias dos mil mares
Carimbadas feito com o punhal pontiagudo
Daqueles homens que não suam
E tomam para si o suor de outro.

Mais o que tem o poeta hoje?

Apenas indiretas poéticas
Tão diretas como a infinidade do céu
Que um dia se abriu em brindes
Antes mesmo do alimento da troca de sangue
Tão vulnerável dita e redita
Apenas tem a honra de dizer
Tudo nessa árvore sou eu.

Um dos dedos dum escolhido de Lothur
No meu quadro-negro
Já vai fazer aniversário
Enquanto eu mais uma vez
Vou ao bar beber um refri de uva.

Levanta Leitor!
Não seja você um boneco ventriloco
Nem mesmo mais um inconsequente
A andar pela paisagem árida dos moinhos.